Doenças que tratamos
Já passou da menopausa ou tem histórico familiar? A osteoporose é silenciosa, mas tratável. Prevenir fraturas é possível com diagnóstico precoce e tratamento certo. Aqui você entende o que é, quais os fatores de risco, e como proteger seus ossos a longo prazo.
O que é a Osteoporose?
A osteoporose é uma doença que reduz a densidade e a qualidade óssea, deixando os ossos frágeis e mais propensos a fraturas. O nome vem do grego osteo (osso) + poros (poros) — literalmente “ossos porosos”. É chamada de “doença silenciosa” porque, na maioria dos casos, não dá sintomas até a primeira fratura acontecer.
Estima-se que afete 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens acima dos 50 anos. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose. As fraturas mais comuns são de coluna, quadril e punho — e a fratura de quadril em idosos pode ter consequências devastadoras (até 20% de mortalidade no primeiro ano).
Fatores de risco
- Mulher após menopausa: queda do estrogênio acelera a perda óssea
- Idade avançada: tanto homens quanto mulheres perdem osso com o tempo
- Histórico familiar: especialmente fratura de quadril em pais
- Baixo peso/IMC (menor que 19 kg/m²)
- Tabagismo e álcool: aceleram a perda óssea
- Uso prolongado de corticoides: principal causa de osteoporose secundária
- Doenças associadas: artrite reumatoide, hipertireoidismo, doenças celíaca/inflamatória intestinal
- Sedentarismo: o osso precisa de carga para se manter forte
- Deficiência de vitamina D e cálcio
- Etnia branca ou asiática: maior risco
Como é o diagnóstico?
- Densitometria óssea (DXA): exame padrão-ouro — avalia coluna lombar e fêmur. Resultado em “T-score” (≤ -2,5 indica osteoporose)
- FRAX (calculadora de risco de fratura): estima risco em 10 anos
- Exames laboratoriais: cálcio, fósforo, vitamina D, função renal, hormônios — para investigar causas secundárias
- Marcadores de remodelação óssea: CTX e P1NP (em casos selecionados)
- Raio-X de coluna: detecta fraturas vertebrais “silenciosas”
Quando fazer densitometria? Mulheres a partir de 65 anos (ou na pós-menopausa com fatores de risco), homens a partir de 70 anos, ou em qualquer idade após fratura por fragilidade.
Como é o tratamento?
O tratamento combina medicação, suplementação e mudanças de estilo de vida. O objetivo é prevenir fraturas, não apenas melhorar números no exame:
- Cálcio e vitamina D: base do tratamento. A maioria dos brasileiros tem deficiência
- Bisfosfonatos: alendronato, risedronato, ácido zoledrônico — primeira linha medicamentosa
- Denosumabe: anticorpo monoclonal injetável a cada 6 meses
- Teriparatida: forma anabólica (constrói osso) — para casos graves
- Romosozumabe: dupla ação (anabólico + antirreabsortivo) — opção moderna
- Exercícios com carga: musculação, caminhada, dança — fundamental
- Prevenção de quedas: tapetes seguros, iluminação, equilíbrio
Mitos e verdades
- “Osteoporose é normal da idade”: FALSO. É doença, e tem tratamento.
- “Só mulher tem osteoporose”: FALSO. 1 em cada 5 homens acima dos 50 também tem.
- “Tomar leite resolve”: PARCIAL. Cálcio é importante, mas vitamina D e medicação são geralmente necessárias.
- “Bisfosfonatos são perigosos”: FALSO. Riscos raros (osteonecrose de mandíbula) são muito menores que o benefício de prevenir fraturas.
- “Se eu fizer exercício, não preciso de remédio”: FALSO. Exercício ajuda mas raramente é suficiente sozinho em quem já tem osteoporose.
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